domingo, 26 de julho de 2015

Pedra do Urubu e Trilha da Guarda, Guarda do Embaú - SC

Relato dos eventos do dia 24/05/15

Localizada a 48 Km de Palhoça a Guarda do Embaú é um lugar estonteante, a praia é cortada pelo Rio Madre e  suas casas formam um belo vilarejo com ruas estreitas, sem calçadas, trazendo um aspecto calmo e tranquilizador.

Chegando a areia você pode pagar para os barqueiros cruzar o rio e chegar a praia ou fazer a travessia a pé, a profundidade do rio é cerca de 1,50 m na parte mais profunda. Mas nesse relato vamos falar da Pedra do Urubu. O visual lá de cima é exuberante, pode-se avistar a Praia da Pinheira e a Guarda do Embaú.


Guarda do Embaú e o rio Madre
O tempo não ajudou muito nesse dia acabamos pegando uma garoa, mas mesmo assim valeu a pena cada metro que subimos para chegar ao topo do morro da Pedra do Urubu (tentei achar o porque desse nome mas não tive sucesso, então se você sabe não deixe de adicionar um comentário aqui no post).


Para chegar ao inicio da subida do morro siga as placas indicativas da trilha da guarda no canto esquerdo da praia, siga em direção a trilha, quando você passar pela última casa a sua esquerda verá a entrada da trilha. A trilha é limpa e de fácil locomoção com pouca inclinação ao longo do percurso, ficando mais ingrime ao seu final, já bem próximo do topo.

Como não existem placas indicativas na trilha você deverá dobrar a esquerda na primeira bifurcação e a  direita na segunda (é uma bifurcação bem discreta, então tome cuidado para não passar batido). Siga pela trilha até o topo.



Acabei só fazendo o track da descida da pedra, mas já ajuda se você precisar ver a rota da trilha.


Além de conhecer a pedra do Urubu você também pode aproveitar a trilha da Guarda, nesse caso você tem duas opções: no inicio da trilha (na última casa) siga em frente junto ao costão, a trilha é aberta de fácil acesso e bem movimentada, ou siga em direção ao morro da Pedra do Urubu porém não vire a esquerda na primeira bifurcação e sim continue pela trilha, porém nesse caso a trilha se afasta um pouco do costão.

Barcos no rio Madre, pria da Guarda ao fundo

Trilha da Guarda

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pico da Pedra, Camboriú - SC

Relato dos eventos do dia 13/05/15

Em um dia nublado, arriscamos dar um pulo até Camboriú para conhecer o Pico da Pedra. Já tínhamos a marcação no GPS do inicio da trilha, isso ajudou bastante (clique aqui para ver no mapa).

O Pico da Pedra ou Pedra da Gurita, possui 678 metros de altura e pertence ao Município de Camboriú. Está localizado a aproximadamente 16 Km do centro de Camboriú. Durante a Segunda Guera Mundial foi utilizado pelo exército brasileiro como ponto de observação.

No final da Rua Congonha, encontramos uma casa com vários ranchos, lá uma senhora muito receptiva nos deu as boas vindas e nos explicou em detalhes como fazer para chegar e claro aproveitou para oferecer seus panos de prato com a pedra do pico desenhado a mão por ela própria. Não existe nenhuma sinalização sobre o acesso a trilha, porém por se tratar de um lugar bastante conhecido ao perguntar para um morador ele prontamente soube indicar a direção.

Deixamos o carro junto ao sítio, tem uma pequena área que pode ser usada como estacionamento.

Para acessar a trilha é preciso passar pela propriedade de uma pedreira, que explora a base da montanha. Ao fim da estrada existe um grande portão de metal, porém ao lado há um quebra corpo que permite a passagem a pé. Subindo cerca de 100 metros até avistar as instalações da mineradora dobramos a direita antes de chegar ao segundo portão que dá acesso ao pátio da empresa (existe uma grande escavação no barranco, também chamada de barreira), fomos em sentido a ela e subimos pela direita em uma estrada com pouco cascalho e muito barro. Poucos metros depois avistamos uma pequena casa de madeira (parecia não ter moradores).

Casebre no início da trilha
A partir dai a estrada acaba e inicia a trilha. Demoramos cerca de uma hora  e meia para chegar até o topo. A subida é acentuada, porém não apresenta grandes dificuldades, em alguns lugares ocorreram deslizamentos sendo necessário cruzar sobre algumas árvores caídas.

Como o tempo não estava muito bom, a trilha estava bem molhada e com um pouco de lama, porém nada que chegou a atrapalhar a caminhada. Só exigiu mais atenção pois os escorregões eram frequentes. No caminho não existem pontos de capitação de água, levamos pouco menos de 2 litros, o que foi mais que suficiente para duas pessoas.


A subida fica mais acentuada do meio do percurso em diante, na última parte da trilha não existe vegetação alta e a seção que antecede o topo possui uma grande erosão sendo necessário redobrar a atenção para não sofrer uma queda.

A subida começa a ficar acentuada
Chegamos ao topo as 11:45 da manhã, como citado anteriormente o clima não estava ajudando porém tivemos exatos 40 minutos para aproveitar a paisagem e fazer algumas fotos, pois o tempo fechou de vez e começou uma garoa acompanhada de um forte vento.

A paisagem lá de cima é realmente de tirar o folego, ainda mais de cima da pedra, que tem uma corrente para ajudar os mais corajosos a subir. O que não agradou foram as inúmeras pichações  e a grande quantidade de lixo no cume. Acredito que por ter o acesso facilitado muitas pessoas acabam indo e não usando o mínimo da educação para preservar o local.

Ao chegar essa é visão do cume
A Pedra
Itapema
O susto do dia ficou por conta de uma taturana, que pegou carona comigo e resolveu dar uma voltinha no meu pescoço, por sorte senti algo e não coloquei a mão mas uma boa sacudida no corpo ela caiu.

No total levamos três horas e vinte minutos entre a subida, descanso no topo e retorno até o carro.



Balneário Camboriú

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pedra do Chapéu, Vitor Meireles - SC

Relato dos eventos do dia 02/05/15


No caminho da Caverna de Vitor Meireles fica o acesso que leva a Pedra do Chapéu. Como saímos no meio tarde para visitar a Caverna e a Pedra do Chapéu deixamos essa para a volta.

Na estrada existe uma placa de bom tamanho indicando o acesso até o sítio Pedra do Chapéu Família Michels, são cerca de 1000 metros até a sede da propriedade.


Placa que indica o acesso até o sítio

Fomos recebidos pela proprietária do local, com muita simpatia e prontidão nos indicou onde poderíamos deixar o carro, bem próximo a casa, e para onde deveríamos seguir para chegar até a pedra.

O acesso é fácil, é uma estrada que corta o sítio, andamos cerca de 20 minutos em declive. Durante essa caminhada ficamos impressionados pela quantidade de motos de trilhas que passaram por nós, pelo jeito lá é uma lugar bem conhecido dos trilheiros.

Chegamos na pedra próximo das 17:00, ela fica meio escondida entre as árvores, mas na estrada existem umas plaquinhas que indicam o lugar da entrada. Formada por duas partes, a parte de baixo por rocha sedimentar e a parte de cima por rocha arenita a sensação que se tem ao chegar na pedra é que ela vai se desprender a qualquer momento.

Placa dentro do sítio indicando o local da pedra, a direita dá acesso ao rio.

Além da pedra podemos aproveitar uma bela vista do por do sol, dá uma olhada nas fotos ;)



Conversando com um dos trilheiros ficamos sabendo que no fim da estrada tem um rio e que o pessoal acampa, como já estamos fora do horário com a noite chegando deixamos a visita ao rio para uma próxima oportunidade.


"Pedra do Chapéu"


Visão de cima

Visão de baixo


Caverna, Vitor Meireles - SC

Relato dos eventos do dia 02/05/15

A caverna de Vitor Meireles não possui um nome especifico sendo nomeada somente como “caverna” (até nas placas ela é chamada assim). Sua área chega a 640 m² com formação de estalactites (formações que crescem a partir do teto e que vão em direção ao chão) e estalagmites (formações que crescem a partir do chão e que vão em direção ao teto).

Saindo do centro de Vitor Meireles sentido Serra da Abelha pela Estrada Geral da Abelha são 25 Kms até o sítio (Sítio Família Machado) que dá acessoa trilha. Durante o percurso tenho lembrança de somente 2 placas indicando a direção.


Na entrada do sítio existe uma placa indicando a existência da caverna, nela há um alerta que o acesso a caverna deve ser feito somente com o acompanhamento de um guia, porém ao conversarmos com a moradora, que por sinal nos recebeu muito bem, ficamos sabendo que essa regra não é seguida. Após alguns minutos de conversa de como era a o acesso ela nos levou até o inicio da trilha.

Placa vista da estrada, pouco antes do sítio.

Após iniciar a trilha caminhamos cerca de 20 minutos, bem ritmados em um caminho em meio a mata fechada porém a trilha estava bem cuidada e limpa, depois de uns 10 minutos de caminhada começamos a descer um vale de bem íngreme, a passagem estava bem cuidada e possuía degraus de madeira nos pontos mais difíceis, tornando a passagem rápida e sem muitas dificuldades.

A primeira visão que tivemos ao chegar foi da cachoeira que corre sobre a caverna, como estávamos em uma época de pouca chuva ela se resumia a poucos fios de água. Ao entrar na caverna o que chama a atenção é a grande quantidade de estalactites e estalagmites, que em alguns casos se unem formando colunas.


Término da trilha e entrada da caverna.
Com apenas um salão a caverna possui boa iluminação, sendo necessário o uso de lanterna somente em alguns pontos, porém como existem alguns morcegos vivendo por lá é bom não incomodar o sono desses mamíferos voadores. O chão é quase completamente coberto por musgos e lama, entretanto o deslocamento não é prejudicado, exigindo somente atenção pois fica bastante liso.

A volta foi tranquila, demoramos um pouco mais pois agora tínhamos que superar as subidas. Durante boa parte da trilha foi possível observar alguns cedros com grandes diâmetros, indicando que a mata está ali a um bom tempo. É necessário levar água, principalmente para a volta, pois não existem pontos de capitação no caminho.

Colunas, formadas pela união de estalactites e estalagmites.
Visão de dentro da caverna
Estalactites em formação.
Estalactite (visão de dentro da caverna)